Tipos e métodos de conservação de forragens para equinos

Tipos e métodos de conservação de forragens para equinos
A utilização de forragens na criação de equinos é indispensável devido as características gastrointestinais. Foram desenvolvidos diversos métodos de conservação de volumosos como fenação, ensilagem, pré-secagem, cubos e até pellets por conta da demanda. A conservação de forragens mantém a qualidade do produto e permitem que o alimento esteja disponível por maiores períodos e, em épocas de escassez. Contudo, precisam ser produzidas de forma adequada, para não ocorrer perdas em sua qualidade, que dependem do manejo da forragem desde a colheita até o produto final.  

O objetivo principal dos processos de conservação são aproveitar a pastagem excedente em épocas de maior oferta, além de evitar as alterações provocadas por microrganismos, que causam a deterioração destes volumosos e podem produzir toxinas que afetam a saúde dos animais, ou seja, a conservação previne processos biológicos, tais como crescimento de fungos e deterioração do alimento. 

Pastagem natural

Muitas vezes o uso de pastejo natural é inviável por não haver espaço adequado, questões sazonais, tipo de manejo (piquete ou baia). Nestes casos, a forragem conservada permite o manejo alimentar equilibrado, com nutrientes disponíveis o ano todo para os animais.

Fenação

O processo de conservação mais utilizado para espécie é o de fenação, definido como a rápida desidratação da forragem, chegando de 85 a 90% de matéria seca, no qual os processos metabólicos e as atividades de microrganismos da planta são paralisados, conservando de forma mais estável o valor nutritivo do alimento. 

Silagem

Diferente da fenação, a silagem apresenta alto teor de umidade chegando de 30 a 35% de matéria seca, o processo ocorre através da fermentação controlada por bactérias anaeróbias produtoras de ácido lático. Estas bactérias formam compostos orgânicos que reduzem o pH da massa, diminuindo assim a atividade de microrganismos indesejáveis e a deterioração do alimento. Embora as silagens também funcionem como uma estratégia nutricional para essa espécie, sua utilização não é recomendada devido a predisposição a distúrbios digestivos nos equinos. 

Pré-secado

O pré-secado é outra forma de garantir oferta de forragem por longos períodos, apresenta em torno de 50% de matéria seca e por conta disso também é conhecido como silagem pré-secada. Este tipo de conservação gera um alimento com características intermediárias entre a fenação e ensilagem, que ocorre através de fermentações anaeróbias e redução da atividade de água. 
Quando comparado com a silagem, sua vantagem é que não existe a margem de descarte de cada abertura do silo, porém há um menor prazo de utilização após abertura, já quando comparado ao feno, possui um menor período de armazenagem devido ao maior teor de umidade após abertura, entretanto, apresenta maior teor de vitaminas. Além disso, o alimento não é afetado da mesma forma que os demais pelo clima no momento de corte.

Forragem em cubos

Além dos três métodos tradicionais descritos, a utilização de forragem em cubos é uma alternativa muito comum no exterior, principalmente na região oeste dos Estados Unidos da América e oeste do Canadá. Esse método de conservação é característico por apresentar entre uma e três polegadas de diâmetro, com presença de fibra longa. O teor de matéria seca é de 85 a 90%, evidenciando maior conservação de nutrientes devido maior aproveitamento das folhas, além do menor desperdício.

O pellet de forragem, sendo o mais conhecido pellet de alfafa, oferece maior padronização do produto, facilidade no transporte e menor desperdício, entretanto, a matéria prima utilizada nem sempre é de melhor qualidade. Durante o processamento do alimento, uma característica de grande importância na alimentação equina, como o comprimento de fibra é perdida, visto que para o transito intestinal ser considerado normal, é fundamental que o alimento volumoso disponível apresente no mínimo 2mm de comprimento, além de que não é sabido a qualidade e ponto de maturação da forragem utilizada pelo mesmo, ou seja, poderá constar no alimento fibra de baixa qualidade e absorção.

Cada sistema de conservação de forragem possui suas vantagens, desvantagens e riscos (quando não preparado ou armazenado de forma adequada), não havendo assim um método perfeito de conservação, deve-se avaliar qual melhor comporta a região e o tipo de sistema de produção e/ou criação de equinos. 

NOTA UNIVITTÁ

É inquestionável que quando se trata da necessidade de armazenar volumoso aparece, qualquer processo ou técnica de conservação é muito importante e eficaz. Mas seja qual for a técnica empregada o volumoso correto faz toda a diferença, pois o equino tem suas particularidades digestivas.
A Univittá trabalha para criar produtos que proporcionem a saúde intestinal, um aumento na digestibilidade e consequentemente a flexibilidade na utilização de diferentes tipos de volumoso. O Pro-SACC é um aditivo probiótico que comprovadamente promove a saúde digestiva e proporciona o aumento significativo da digestibilidade. 
Para os utilizadores de silagem o MOS é um produto  que ajuda no controle dos efeitos das micotoxinas e faz com que seus malefícios não impactem no desenvolvimento e nem em seu desempenho atlético.
Vale a pena considerar a utilização de aditivos na dieta dos equinos, pois eles promoveram segurança e melhoria da qualidade de vida de nossos amados cavalos.
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Monique Alves Duarte
Monique Alves Duarte

Graduada na UFPel, supervisora do Laboratório de Pesquisa em Saúde Digestiva e Desempenho Equino USP.

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